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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Betty Page - Pin-up Miss MUndo!!



Ainda nos anos 50 surge uma nova pin-up, em fotografia claro, considerada por todos a mais famosa da história e também a mais ousada e provocativa de todas. Seu nome? Bettie Page, a Miss Pin-up Girl do Mundo. A única mulher a receber esse título na história.

Betty Page, a Pin-up Miss Mundo

Bettie Page, 85 anos, símbolo das pin-ups nos anos 50, morreu nessa quinta-feira em Los Angeles, às 18h41, vítima de uma forte pneumonia.
A ex-modelo estava internada na UTI há três semanas em decorrência de uma ataque cardíaco. Há cerca de uma semana, ela sofreu outro enfarte e estava em coma. Bettie Page, uma secretária que virou modelo, é considerada uma das pioneiras da revolução sexual nos anos 60. Ela atraiu atenção com fotografias sensuais, que viraram pôsteres por todos os Estados Unidos. Quem gosta do símbolo pin-up, reconhece Bettie como a mais famosa pin-up da história. Evangélica convertida, ela não se deixava fotografar desde os anos 90.


Betty Mae Page nasceu em 1923, em Nashville, Tennessee. Sendo a segunda de seis filhos de uma família muito pobre. O divórcio de seus pais, o beberrão Walter Roy Page e Edna Mae Pirtle (dizem que ela era a encarnação do demônio), quando tinha dez anos fez com que ela e duas de suas irmãs fossem enviadas para um orfanato e ali ficassem durante alguns anos.


Betty Mae Page nasceu em 1923, em Nashville, Tennessee. Sendo a segunda de seis filhos de uma família muito pobre. O divórcio de seus pais, o beberrão Walter Roy Page e Edna Mae Pirtle (dizem que ela era a encarnação do demônio), quando tinha dez anos fez com que ela e duas de suas irmãs fossem enviadas para um orfanato e ali ficassem durante alguns anos.


Betty ainda criança, aos seis anos.

Desde jovem, Bettie mostrava grande interesse pelo cinema e a vida de modelo, chegando a ser a coordenadora do grupo de Arte Dramática da sua escola em seus anos de adolescência que não foram nada fáceis. Em 1943, aos vinte anos, casou-se com Billy Neal, e mudaram para San Francisco, lugar onde lhe ofereceram o primeiro trabalho como modelo. Bettie divorciou-se em 1947 e mudou-se para Coney Island, onde conheceu Jerry Tibbs em 1950. Ele era um fotógrafo amador que fez as primeiras fotos de Bettie como "pin-up".


Betty aos 23 anos, ainda trabalhando como secretária.

Bettie ficou famosa rapidamente e foi capa de várias publicações populares da época como Eyeful, Beauty Parade ou Wink. Em 1955 recebeu o título de A Miss Pinup Girl do Mundo (título nunca mais outorgado a ninguém) e em janeiro do mesmo ano ano converteu-se na Playmate do mês de janeiro da recém nascida revista Playboy, cujo director, Hugh Hefner, se converteu num dos maiores benfeitores de Bettie até os dias atuais.


Os fotógrafos Irving Klaw e Bunny Yeager transformaram-na no maior ícone sadomasoquista já existente. Em 1958, depois de casar-se com Armand Walterson, Bettie desapareceu da vida pública por uma razão ainda hoje desconhecida; alguns dizem que foi por causa do casamento com Walterson outros que foi ameaçada pelo então presidente do Senado Carey Estes Kefauver que era contrário aquele tipo de fotografia feita por Irving Klaw.


O que se sabe é que poucos meses após seu casamento com Walterson, Bettie converteu-se numa devota religiosa cristã. De paradeiro desconhecido atualmente, não gosta de ser fotografada, a última foi feita em 2003 depois de muita insistência dos fotógrafos. Duas controvertidas biografias não autorizadas são "best-sellers" na gringolândia. Também não costuma dar muitas entrevistas; uma delas, em 1962, foi o motivo do seu divórcio de Walterson.


Betty nas gravações do filme sobre sua vida, The Notorious Bettie Page. Ela não gostou nem um pouco do resultado do filme.

Betty aos 81 anos., Esta foi a última foto tirada de Betty. Dizem que ela não gosta mais de ser fotografada.


A beleza de Betty e uma das muitas tattoos de seu retrato. Betty Page virou febre entre os admiradores das tattoos sobre pin-ups.

Produtos sobre Betty também viraram febre.


Desenhos de Betty da década de 50.


Desenhos atuais. Artista: Armando Huerta.



domingo, 20 de setembro de 2009

A História das Pin - Ups


Pin-ups são ilustrações, ou mesmo fotografias, de lindas mulheres em cenas corriqueiras, poses e roupas provocantes, porém sem nenhuma vulgaridade e sim sensualidade. Linda, sexy, sorridente, ingênua. Assim é o estereotipo da pin-up, uma garota de papel, desenhada ou fotografada, numa revista ou num calendário, a pin-up não é uma mulher de verdade e sim uma fantasia. O conceito clássico de uma pin-up é ser sexy e ao mesmo tempo inocente. Estar vestida, mas em alguma posição ou situação que revele sensualmente partes do corpo, sem querer, ao acaso. Só isso já era suficiente para alimentar a fantasia masculina. Uma verdadeira pin-up jamais pode ser vulgar ou oferecida, pode somente ser convidativa.



O termo “pin-up” surge nos anos 40, mas as belas são filhas da revolução industrial. É no século 19 que são obtidas as condições para a consagração dessas mulheres quando surgem os meios de produção das imagens em massa, uma classe média urbana e uma sociedade mais aberta à representação da sexualidade feminina. Aos poucos vão sendo difundidos, na Europa e nos Estados Unidos, os calendários sexys, os cartões-postais e os pôsteres de atrizes de teatro, por vezes desnudadas e sempre sensuais. O ato de se pendurar essas imagens nas paredes se chama pin-up.

No final do século 19, o teatro de revista vivia o seu auge e transformou dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros sempre com muita voluptuosidade. Em uma época em que a sensualidade ainda era um tabu, imagens de mulheres fortes em cenas cotidianas, poucamente vestidas, fotografadas, pintadas ou desenhadas, começavam a construir uma história que já dura mais de um século.
O sucesso dos cartões e calendários foi tal, que estimulou editores a lançar revistas especializadas, as chamadas girlie magazines, onde exibiam pin-ups vestidas de coristas, marinheiras, enfermeiras e outros uniformes-fetiches. Mas é a revista americana Life que vê surgir o primeiro grande fenômeno pin-up, em 1887: a Gibson Girl. Desenhada por Charles Dana Gibson, ela é burguesa, chique e está… vestida! Mesmo se os trajes de banho que descem até os joelhos, parecem ser claramente ousados. Enquanto as sufragistas, nas ruas, são alvos de vaias, que os jornais populares zombam da New Woman que pretende trabalhar e ser independente, Gibson impõe esta nova mulher como um ideal romântico. Com um belo corte de cabelo; bem arrumada, ativa e segura de si, a Gibson Girl seduz os homens com o seu charme, e as mulheres com as suas roupas na moda. Em 1903, Gibson é o ilustrador o mais bem pago do país.

Pin-ups uniformizada de Gil Elvgreen

Calendário de 1951

Já nos anos 40, época da segunda guerra mundial, as imagens das lindas mulheres em poses provocantes, começam a ser usada nos exércitos para “acalmar” os ânimos dos soldados, que as chamavam de “a arma secreta”. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva, fotografias de mulheres nuas poderiam significar atentado ao pudor. O jeito de satisfazer a solidão dos soldados e a curiosidade dos adolescentes era fabricar modelos de lápis e tinta, que reproduzissem o padrão de beleza considerado ideal: seios fartos, pernas grossas, cintura finíssima.

A popularidade dessas imagens era tanta que o próprio governo começa a se utilizar delas, no intuito de aproximar seu povo de seus ideais. Ela é então requisitada pelo exército para reforçar o moral dos soldados. Passam a cobrir seus corpos nus com a bandeira estrelada, alistam-se como enfermeiras, trajam o uniforme da marinha americana. De um símbolo sexual libertino, a pin-up é elevada à patente de deusa guerreira e acaba personificando a mulher americana - segura de si e audaciosa. Cartazes militares recrutando soldados e imagens de pin-ups vestidas com roupas e motivos militares e patriotas passam a ser comuns entre os jovens americanos. Os soldados britânicos também têm a sua pin-up: Jane, uma espiã de pouca roupa a serviço da Sua Majestade, é publicada em histórias em quadrinhos no Daily Mirror.
Os governantes então passam a permitir que seus soldados carreguem suas mulheres por toda parte, chegando a lhes enviar livros e revistas com pin-ups. Anônimas e atrizes de cinema espalham-se pelas paredes dos dormitórios e portas dos armários dos soldados, dentro dos seus abrigos, discretamente incentivada pelas autoridades militares.

Pin-ups "a arma secreta"

A admiração pelas mulheres pintadas era tanta que elas eram até pintadas sobre as fuselagens, nos “narizes” de muitos aviões de combate, como símbolo de boa sorte. Essas pinturas em aviões foram chamadas de nose art.

A Nose art

Já nesta época a revista Esquire começa a publicar em suas edições desenhos de pin-ups. Pouco tempo depois elas passariam a ter seu próprio caderno na revista. De 1942 a 1946, nove milhões de exemplares da revista são enviados gratuitamente para as tropas americanas em guerra. Além disso, em 1942, quando os Correios americanos ameaçam retirar as tarifas privilegiadas da revista, sob o pretexto de que os seus desenhos são “pornográficos”, ela ganha seu processo, baseando sua defesa o papel patriótico das suas criaturas de sonho.




Revista Esquire - dezembro de 1949
(capa e interna)

Revista Esquire - janeiro de de 1948 (interna)

Desde então as pin-ups se tornaram símbolo sexual apreciado e consumido de diversas maneiras. Figurinhas, cartões, isqueiros, copos, cinzeiros, revistas, baralhos... Além dos comerciais que também empregavam pin-ups em suas marcas, como a Coca-cola, por exemplo, que durante muitos anos se utilizou dos desenhos em seus comerciais.

Baralho de pin-up

Cartões de pin-up

Revistas de pin-up

Objetos de pin-up (cinzeiros, envelopes, cadernos...)

Propagandas da Coca-cola

Outras propagandas

Tattoos de pin-ups


Espero que tenham apreciado o texto, vale lembrar que a história continua, acompanhe nosso blog diariamente. Seus comentários serão todos bem vindo. Obrigada pela visita.